A agenda acanhada de Rogério no RN

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sempre bom saber quando uma autoridade, seja ela qual for, é atenta para as demandas da sociedade. É o caso do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Após ser criticado por andar desatento quanto ao Rio Grande do Norte, o ministro tratou de desenvolver uma agenda no Estado. Meia boca, diga-se de passagem. Ou, como diria o matuto: só para constar. Mas já é um começo.

Nesses dias, este espaço editorial trouxe análise, reavivando o fato de que o Rio Grande do Norte teve seis ministros – contando com os dois atuais, além de Rogério, o das Comunicações, Fábio Faria – mas que nenhum deles deixou, até agora, em sua passagem pela Esplanada dos Ministérios, marca profunda de desenvolvimento para o Estado, traduzida na forma de grande obra, como porto, rodovia, ferrovia, etc., a exemplo de Pernambuco, Ceará e Bahia. Nesses estados, além de portos e rodovias pujantes, o próprio

Rogério anunciou, nesta semana, a retomada da ferrovia Transnordestina, que liga os portos de Suape (PE) a Pecém (CE), passando próximo à fronteira do Rio Grande do Norte, mas sem conectá-lo.

Quanto a Rogério, ele até se esforçou em criar uma agenda positiva, mas os números falam por si. Enquanto administra um orçamento bilionário, para o RN se destina pequenas obras em barragens e reformas de açudes. O máximo que alcançou até agora foi um repasse para a obra da barragem de Oiticica. Nada demais, tendo em vista que a obra preexistia e que qualquer político no lugar poderia liberar os recursos. O RN espera muito mais dos seus ministros. Para que se façam dignos de serem nossos representantes em Brasília.

Exemplo de Curitiba

Com o surto de Covid-19 controlado, Curitiba relaxou as regras de isolamento em 20 de maio. Agora, porém, casos da doença quintuplicaram e o sistema de saúde da capital paranaense está no limite.

Exemplo do RN

No RN, o surto não está controlado. Mas, ainda assim, empresários que vivem no conforto do lar e não vivenciam o dia a dia do sistema público de saúde querem a todo custo reabrir as atividades econômicas.

Posição de Fátima

Nesse meio tempo, a governadora Fátima Bezerra (PT) optou pelo enfrentamento da pressão dos poderosos, mantendo o isolamento social, aconselhada pelo Ministério Público e pelo Comitê Científico.

Setor produtivo

Apesar disso, a governadora está ciente das dificuldades e entende os anseios do setor econômico. “Reconhecemos a necessidades do setor produtivo e do emprego, mas temos que cuidar da vida em primeiro lugar”, disse ela ontem, em coletiva presencial no Centro Administrativo.

Vitória

Digno de registro a vitória do setor de transportes sobre governo e prefeitura; redução de impostos, a despeito de dívidas seculares do setor com a sociedade, como abertura da caixa preta de receitas e despesas e realização da licitação, mostra que a vitória, justa ou injusta, pertence ao vencedor.

Opinião do número 1

“Estávamos errados e era cedo demais para fazer o torneio”. Frase do tenista sérvio Novak Djokovic, lamentando os casos de Covid-19 entre participantes do torneio que promoveu nos últimos dias. O tenista número 1 do mundo disse que errou ao realizar a competição com torcida, e sem cuidados de distanciamento. Djokovic e sua esposa, Jelena, testaram positivo para a doença.

Auxílio

O deputado federal Walter Alves, presidente do MDB no RN, subscreveu nota nacional do partido, defendendo a prorrogação do auxílio emergencial no valor de R$ 600 por mais dois meses. “Mesmo nas cidades em que o comércio reabriu, famílias precisam se recuperar financeiramente”, disse.

Início de testes

Uma vacina para Covid-19 desenvolvida pela universidade britânica de Oxford começa a ser testada em profissionais de saúde em São Paulo. Apesar de o Brasil receber os testes, se o governo Bolsonaro não assinar o acordo com a universidade britânica, o país poderá ficar no final da fila de prioridades para a compra da vacina, caso a sua eficácia seja comprovada.

Trump cai

O candidato democrata às eleições presidenciais de novembro, Joe Biden, assumiu uma ampla liderança em relação ao presidente Donald Trump na corrida eleitoral de 2020, principalmente após a resposta do atual presidente, considerada incompetente à pandemia do novo coronavírus, de acordo com a primeira pesquisa nacional feita neste ano pelo jornal The New York Times e o Siena College.

Peitada

O prefeito Álvaro Dias (PSDB) não só peitou o Ministério Público, ao não seguir sua recomendação para não fazer teste em massa no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte, como foi pessoalmente participar do primeiro dia de testes.

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