Eduardo Bolsonaro diz que dados de brasileiros serão enviados para a embaixada dos EUA

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Na terça (2), o presidente Jair Bolsonaro seguiu Donald Trump e chamou manifestantes antifascistas de “terroristas”

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou em vídeo publicado no Facebook nesta quarta-feira (3) que dados de cidadãos brasileiros serão enviados para a embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

“O Douglas Garcia, deputado estadual de São Paulo, coletou muita informação dos antifas (movimento antifascista) e está colocando à frente essas informações para a embaixada dos Estados Unidos para que sejam tomadas as devidas providência”, disse Eduardo, em vídeo em que tenta desesperadamente motivar a militância e convencer que faz algum trabalho em Brasília.

Na última segunda (1), Garcia (PSL-SP), que é um dos alvos do inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal, pediu a seus seguidores no Twitter que enviassem dados de pessoas que são antifascistas e acabou levando uma invertida.

Embora o Brasil seja oficialmente um país soberano desde 1822, o filho do presidente destaca na gravação que a brilhante iniciativa de perseguir cidadãos brasileiros que são contra o fascismo e a favor da democracia acontece “na mesma semana que o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou os antifas como um grupo terrorista”.

Além da submissão aos EUA, o vídeo de Bolsonaro filho adapta a estratégia de Trump: criminalizar movimentos sociais que sejam críticos ao governo. Uma narrativa que já é repetida por Bolsonaro pai.

Na noite da última terça-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro chamou manifestantes contrários ao seu governo de “marginais” e “terroristas” ao comparar os atos realizados nos últimos dias no Brasil e nos EUA.

Segundo Bolsonaro, os protestos no Brasil têm motivações políticas, diferentemente do que ocorre nos EUA, que teve como estopim o assassinato de um homem negro por um policial branco. Para o presidente, o racismo lá é “diferente”, pois “está mais na pele”. 

“Começou aqui com os antifas (movimento antifacista) em campo. O motivo, no meu entender, político, é diferente. (Aqui) são marginais, no meu entender, terroristas”, afirmou Bolsonaro, em frente ao Palácio da Alvorada, ignorando que diversos atos nos EUA também apresentam críticas ao governo Trump.

Um projeto protocolado na segunda pelo deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) também prevê enquadrar movimentos antifascismo como “terrorismo”.

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