Reprovado por comitê técnico, “amigo particular” de Bolsonaro vai ganhar R$ 55 mil por mês na Petrobras

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Carlos Victor Guerra Nagem foi nomeado assessor da Presidência da Petrobras. Em janeiro, o capitão tenente da reserva da Marinha foi rejeitado pela estatal para o posto de gerente executivo.

Carlos Victor Guerra Nagem, chamado por Jair Bolsonaro de “amigo particular” durante campanha eleitoral, foi nomeado assessor da presidência na Petrobrás, após ter indicação para gerência executiva da empresa rejeitada por comitê que avalia nomeações.

Capitão tenente da reserva da Marinha, Nagem é funcionário de carreira da Petrobrás da área da segurança e nunca assumiu cargo de confiança na empresa. Segundo reportagem de Nicolas Pamplona, na edição desta quarta-feira (5) da Folha de São Paulo, a amizade com o presidente vai render um salário de R$ 55 mil ao novo assessor da presidência.

Em janeiro, o presidente defendeu a nomeação de Capitão Victor – como se intitulava durante campanha para vereador de Curitiba, quando foi considerado “amigo particular” do atual presidente – para a gerência executiva da Petrobrás (segundo cargo na hierarquia da estatal), mas foi rejeitado por comitê avaliador por não cumprir pré-requisitos mínimos.

Para defender o amigo, Bolsonaro foi ao Twitter e postou que “a era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!”. No entanto, logo se arrependeu e apagou a publicação e postou o currículo do nomeado: “A seguir o currículo do novo gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras, mesmo que muitos não gostem, estamos no caminho certo”.

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