Natália afirma que Future-se “é uma grave ameaça” à educação brasileira

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De acordo com a parlamentar federal, o objetivo do programa é submeter a gestão educacional do país aos interesses econômicos

A deputada federal Natália Bonavides (PT) afirmou, por meio de suas redes sociais, que o projeto Future-se, do Ministério da Educação (MEC), é uma “ameaça” à educação brasileira. De acordo com a parlamentar, o objetivo do programa é submeter a gestão educacional do país aos interesses econômicos.

“O objetivo do programa é subordinar a educação aos interesses do mercado e representa grave ameaça à autonomia do pensamento e ao desenvolvimento da ciência e tecnologia, que contribuam para atender os reais interesses e necessidades da sociedade”, criticou no seu Twitter.

Bonavides reclamou da proposta apresentada pelo ministro Abraham Weintraub, com relação à forma na qual será realizada (caso o projeto seja acatado) a contratação de professores para as universidades federais. Para Natália, contratar educadores sem ser por concurso público atrapalha na “dedicação exclusiva” do profissional com a instituição e seus alunos.

“De acordo com Weintraub, ministro da Educação, o programa também pretende acabar com a contratação de professores por concurso público, o que afetará diretamente a possibilidade de dedicação exclusiva para garantir que deem aulas e façam pesquisas com excelência e qualidade”, afirmou.

No dia 17 de julho deste ano, Abraham Weintraub apresentou o programa Future-se. Em meio a polêmicas, algumas universidades já confirmaram que não irão aderir ao projeto. Entre as que já se decidiram, estão algumas das tradicionais instituições federais, como a de São Paulo (Unifesp), do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG) e de Brasília (UnB).

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ainda não informou se irá aderir ao programa. A instituição declarou que só adotará um posicionamento após o Future-se se tornar um Projeto de Lei.

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