Procuradores ligados à Lava Jato já defendem novo julgamento para Lula

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Para eles, esta seria a única forma de pacificar o país e afastar as inúmeras suspeitas que passaram a pesar sobre os procuradores e o ex-juiz Sergio Moro

A sucessão de revelações, derrotas e reveses sofridos pelo Ministério Público Federal (MPF), sobretudo as denúncias do The Intercept em parceria com outros veículos sobre conluio com o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, está mexendo com o órgão.

De acordo com nota publicada na coluna de Mônica Bergamo desta segunda-feira (30), alguns procuradores que participaram da operação Lava Jato na equipe do ex-procurador Rodrigo Janot passaram a defender um novo julgamento para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para eles, esta seria a única forma de pacificar o país e afastar as inúmeras suspeitas que passaram a pesar sobre os procuradores e Moro.

Prisão domiciliar

Num claro sinal de recuo, o MPF pediu, na última sexta-feira, que a Justiça conceda prisão domiciliar a Lula. Os procuradores da Operação Lava Jato afirmam: “o cumprimento da pena privativa de liberdade tem como pressuposto a sua execução de forma progressiva”. Lula já teria cumprido um sexto dela, e portanto já poderia cumprir a condenação em regime semiaberto.

Deltan Dallagnol, Roberto Pozzobon e Laura Tessler são os procuradores que assinam o documento enviado ao Supremo Tribunal Federal

O ex-presidente, no entanto, se antecipou à decisão e afirmou que ficará na cadeia por não aceitar entrar no jogo feito pelos procuradores.

O perfil oficial do presidente postou uma resposta dada em entrevista ao site GGN. “Não vou pedir progressão. Estou ciente do papel que estou cumprindo e da canalhice que fizeram comigo. Quero sair daqui inocente, 100%, como entrei. Estou aqui por responsabilidade deles.”

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