Isolado, Bolsonaro não conta com a defesa nem de ministros do seu próprio governo

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O apoio ao presidente também é baixo na Câmara

De acordo com avaliação do próprio núcleo de governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), nem mesmo os seus ministros o apoiam nas redes sociais. São muito poucos que o defendem.

Entre eles, aparece de maneira surpreendente o ex-juiz e ministro da Justiça, Sérgio Moro, que até há pouco era considerado “ingrato”, mas agora acumula pontos ao defender Bolsonaro nas redes.

Moro, a quem a Polícia Federal está subordinada, publicou em suas redes sociais neste domingo uma enfática defesa do presidente nas denúncias de caixa dois reveladas no último domingo, apesar de as investigações estarem sob sigilo.

“Jair Bolsonaro fez a campanha presidencial mais barata da história. Manchete da Folha de S.Paulo de hoje não reflete a realidade. Nem o delegado, nem o Ministério Público, que atuam com independência, viram algo contra o PR [presidente da República] neste inquérito de Minas. Estes são os fatos”, afirmou.

O secretário Fabio Wajngarten, da Comunicação Social, também saiu em defesa de Bolsonaro. Os dois, e mais o ministro da Educação, Abraham Weintraub, são considerados exemplos raros dos que defendem o chefe, de acordo com a coluna de Mônica Bergamo.

Poucos deputados também

Um grupo de 20 deputados federais do PSL aparece como signatário de uma carta de apoio ao presidente Jair Bolsonaro em meio à conturbada relação dele com o presidente nacional da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE). Apesar de parecer expressivo, esse número representa bem menos da metade dos 53 deputados que compõem a bancada do partido na Câmara.

“Mas para que o partido contribua para o estabelecimento de uma nova política, é preciso que a atual direção adote novas práticas, com a instauração de mecanismos que garantam absoluta transparência na utilização de recursos públicos e democracia nas decisões”, diz trecho da nota.

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