Avião sai de Viracopos nesta quinta para buscar 2 milhões de doses da vacina de Oxford na Índia

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Aeronave da Azul vai decolar do aeroporto em Campinas às 15h, fazer escala em Recife e depois seguir para Mumbai para pegar o imunizante. Vacina é produzida em parceria com a AstraZeneca e aguarda resposta da Anvisa sobre uso emergencial.

Avião parte para Índia para buscar vacina de Oxford e do laboratório AstraZeneca

Um avião equipado com contêineres vai sair do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na tarde desta quinta-feira (14), para buscar, na Índia, 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. O lote faz parte da importação solicitada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para adquirir o imunizante junto ao laboratório indiano Serum.

A aeronave da Azul Linhas Aéreas A330neo, a maior da empresa, tem previsão para decolar de Viracopos às 15h com destino a Recife (PE). De lá, o avião segue para Mumbai para buscar a carga das doses, com peso estimado de 15 toneladas. Serão 15 horas de voo, sem escalas, em um trajeto de 12 mil quilômetros. O imunizante ainda aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial.

Inicialmente, a companhia aérea e o governo federal informaram que o avião sairia de Viracopos às 13h. No entanto, a previsão passou para às 15h, segundo a Azul, por conta de um atraso para fazer a adesivagem da aeronave.

De acordo com o Ministério da Saúde, os contêineres vão garantir o controle de temperatura das doses, conforme as recomendações do fabricante. A pasta ainda informou que o avião chegará ao Brasil com as doses da vacina no sábado (16), às 15h, pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, no Rio de Janeiro.

O transporte das doses atende a uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que autoriza empresas aéreas a auxiliarem no transporte de vacinas contra o novo coronavírus. Segundo a Azul, a rota até a Índia é inédita para a companhia.

O Ministério da Saúde aguarda a resposta da Anvisa sobre o pedido de uso emergencial para iniciar a campanha de vacinação. Além da vacina de Oxford, outro imunizante contra a Covid-19, a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, também pediu a aprovação da agência para aplicação no Brasil.

Um estudo publicado e revisado na revista científica “Lancet” diz que a vacina de Oxford tem eficácia média de 70% e é segura. Os testes ocorreram em diversos países, inclusive no Brasil. Como vantagem, a tecnologia usada pelo imunizante é de produção, armazenamento e distribuição consideradas mais fáceis.

No fim de dezembro, o Reino Unido e a Argentina autorizaram o uso emergencial da vacina de Oxford. Saiba mais sobre a vacina de Oxford abaixo:

  • A vacina teve 90% de eficácia quando administrada em meia dose seguida de uma dose completa com intervalo de pelo menos um mês, de acordo com dados de testes no Reino Unido.
  • Quando administrada em 2 doses completas, a eficácia foi de 62%. A análise que considerou os dois tipos de dosagem indicou uma eficácia média de 70,4%.
  • Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram os dados de 11.636 pessoas vacinadas. Dessas, 8.895 receberam as duas doses completas, e 2.741 receberam a meia dose seguida de uma dose completa.
  • Cerca de 88% dos voluntários analisados (10.218) tinha de 18 a 55 anos de idade.
  • Nenhum participante com 56 anos de idade ou mais recebeu a meia dose seguida da dose completa, que tiveram maior eficácia
  • A eficácia da vacina nos participantes acima de 56 anos não foi avaliada, mas será determinada em análises futuras.
  • Pesquisadores investigam o potencial da vacina para prevenir casos assintomáticos da Covid-19.

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