MPF vê “fortes indícios” de lavagem de dinheiro em bens de Flávio Bolsonaro

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Foram analisadas 37 transações imobiliárias entre junho de 2005 e maio de 2018 e, em pelo menos três delas, há indícios de irregularidades

O Ministério Público Federal encontrou “fortes indícios” de lavagem de dinheiro por parte senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) em operações de compra e venda de imóveis no período em que ele era deputado estadual pelo Rio de Janeiro.

De acordo com a investigação, foram analisadas 37 transações imobiliárias entre junho de 2005 e maio de 2018 e, em pelo menos três delas, há indícios de irregularidades: as que envolvem um apartamento em Laranjeira e dois em Copacabana.

Para o MPF, as transações foram feitas com um intuito de ocultar os registros dos valores de compra. O MPF está convencido de que os imóveis foram subavaliados e que parte dos valores foi paga sem declaração.

Pela escritura do imóvel de Laranjeiras, a compra foi em dezembro de 2016. Valor de R$ 1,7 milhão. É uma cobertura e tem 226 metros quadrados e dependências na cobertura. Flávio e a mulher compraram na planta.

Em 2017, fizeram uma permuta com Fábio Guerra e a mulher dele, Giordana Vinagre de Farias Guerra. Entregaram o imóvel de Laranjeiras por R$ 2,4 milhões em troca de um outro apartamento no bairro da Urca, R$ 600 mil e mais uma sala comercial na Barra da Tijuca.

De acordo com escritura, o pagamento de R$ 550 mil foi realizado três meses antes das transações, o que é considerado suspeito pelo MPF. Uma das parcelas do imóvel foi paga pelo sargento da PM Diego Sodré de Castro Ambrósio.

Segundo a investigação, os valores movimentados são incompatíveis com os redimentos do policial. Diego Sodré é um dos “funcionários” suspeitos de participar do esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonraro quando ela era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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