Pandemia entrou em “declínio” no RN, diz secretário estadual de Saúde

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Secretário de Saúde do estado, Cipriano Maia. Foto: Reprodução

Os mais recentes dados epidemiológicos da Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) apontam redução nos números da Covid-19 no Rio Grande do Norte. Com 50 mortes registradas até este domingo 13, o Estado já soma em setembro uma redução de 64,97% nas mortes ao se comparar com o mesmo período de agosto. Os primeiros 13 dias do mês passado registraram a morte de 157 potiguares em decorrência da doença.

Ao Blog, o secretário de Saúde do estado, Cipriano Maia, apontou que o platô – estabilidade da pandemia – está em declínio. “Estamos em uma melhoria progressiva. Ainda não podemos dizer que a doença está controlada porque, enquanto tivermos pessoas infectadas circulando pelas ruas, o risco de ter novos surtos localizados e transmissão comunitária é alto”, afirmou.

Em agosto, por sinal, o Estado já apresentou desaceleração nos números absolutos de mortes. A Secretaria Estadual de Saúde Pública registrou 388 óbitos dentro do mês passado, o que representa redução de 52% em relação ao mês de julho, quando 813 potiguares faleceram em decorrência da doença. O maior número mortes pela doença foi julho, que fechou com 813 casos.

Ainda de acordo com a Sesap, os sinais de alerta em relação à doença são o atual índice de isolamento social, que está em 36%, além da taxa de transmissibilidade (Rt), que segue estável em 1 para todo o Estado – o indicado é que esse número permaneça abaixo de 1. “Os municípios devem reforçar a atenção para detectar novos casos e promover um monitoramento diário através de ações de vigilância. Queremos que as mortes deixem de acontecer”.

Objetivando uma análise de dados, o Blog conversou com José Dias do Nascimento Jr., participante do Departamento de Física Teórica e Experimental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ele integrou o comitê científico estadual e segue no colegiado do Consórcio Nordeste. No início de junho, o professor e pesquisador antecipou que o pico epidêmico do coronavírus aconteceria em meados de julho.

“Nós fizemos uma previsão certeira do pico através do modelo matemático desenvolvido, conforme demonstram os números”, relembrou. Para ele, no entanto, acontece atualmente uma estagnação na queda de mortes.

“Analisando o gráfico da Sesap, percebemos uma diminuição a partir da 32ª semana epidemiológica. Porém, desde o dia 4 de agosto (até 9 de setembro), ocorre uma constância do número de óbitos”.

Ele diz que já deveria ter acontecido o decrescimento exponencial, que seria uma queda no número de casos e óbitos após o pico. “Essa curva deveria ter descido da mesma forma que subiu. Tivemos um primeiro platô, com o número de óbitos em uma média de 29 por dia. O cenário ficou mais brando, mas ainda preocupante”, disse.

“Se o enfrentamento à Covid tivesse sido conduzido com maior rigor, os óbitos já estariam zerados. O que vemos é que houve uma diminuição, mas ainda oscila na média de 9 óbitos por dia desde o início de agosto. O que acontecerá daqui para frente depende das medidas de combate adotadas pelo poder público e pela população”, encerrou.

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