PSL acata abertura de processo de expulsão de Girão e mais 19

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O vice-presidente do PSL, deputado Junior Bozzella (SP), disse que a Executiva Nacional do partido acatou por unanimidade abrir processos contra 20 parlamentares, que podem ser expulsos da legenda. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 12, em reunião em Brasília. Entre os processados, está o deputado federal General Girão, do Rio Grande do Norte.

Essa não é a primeira vez que o PSL abre processo de expulsão. No ano passado, o partido já tentou expulsar dissidentes, mas desistiu e apenas suspendeu 17 parlamentares. Desta vez, a acusação contra os parlamentares foi reforçada pela adesão à candidatura de Arthur Lira (PP-AL) na eleição para a presidência da Câmara. Oficialmente, a legenda apoia Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa.

“Não há cabimento dar atestado de boa conduta para infratores, contra fatos não há argumento. Esses deputados são reincidentes, porque eles feriram o estatuto do partido”, diz Bozzella.

O grupo de parlamentares já havia sido notificado por ter apoiado candidatos adversários nas eleições municipais. A adesão à campanha de Lira, na avaliação da cúpula do partido, foi a “gota d’água”. O novo embate ocorreu após Vitor Hugo, ex-líder do presidente Jair Bolsonaro na Câmara, divulgar uma lista assinada por 32 dos 52 deputados do PSL em favor de Lira.

Os parlamentares não aceitam participar do bloco de Baleia Rossi.
Agora, depois da decisão da Executiva, o Conselho de Ética do PSL deve emitir um parecer e notificar os deputados acusados de infidelidade partidária. Eles terão um prazo de cinco dias para apresentar a defesa.

Caso sejam expulsos, os parlamentares não perdem seus mandatos e nem o direito a votar na eleição da Câmara, mas ficam sem recursos como os do fundo eleitoral e partidário e sem vaga em comissões da Casa.

Partido que deu abrigo a Bolsonaro nas eleições de 2018, o PSL enfrenta uma sucessão de brigas internas desde que o presidente deixou suas fileiras, há pouco mais de um ano. Por causa da disputa entre Bolsonaro e Luciano Bivar – presidente nacional da sigla -, 17 dos parlamentares que agora podem ser expulsos já estavam suspensos.

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