RN tem 40 policiais penais infectados com Covid-19; 25 somente em Alcaçuz

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Na mesma unidade, outros 15 profissionais estão com suspeita; não há registro de apenados contaminados no Presídio

O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindippen-RN) iniciou um levantamento nas unidades prisionais do Estado para confirmar a quantidade de servidores e apenados com Covid-19. Até o momento, 40 agentes tiveram a confirmação da doença. Do total de casos, 25 foram registrados somente no Presídio de Alcaçuz, de acordo com dados desta terça-feira (26) .

Na mesma unidade, outros 15 profissionais estão com suspeita. Não há registro de apenados contaminados em Alcaçuz.

O levantamento do Sindppen-RN está sendo feito nas principais unidades prisionais. Os dados mostram ainda que na Cadeia Pública de Nova Cruz são 3 policiais penais confirmados. A Cadeia Pública de Natal e o Complexo João Chaves tiveram 1 policial penal confirmado em cada uma. Nos dois casos os servidores já estão recuperados.

A Cadeia Pública de Mossoró, por sua vez, tem 7 casos confirmados entre os policiais penais. Já na Cadeia Pública de Caraúbas são 2 policiais penais e 8 apenados que testaram positivo para a doença, sendo que um deles conseguiu prisão domiciliar. O Centro de Triagem de Parnamirim tem 1 policial penal confirmado e outros 9 afastados.

O Sindppen-RN decidiu fazer o levantamento após constatar que os dados apresentados pela Secretaria da Administração Penitenciária não estão condizentes com a realidade e abaixo do verdadeiro número de infectados e suspeitos.

“Nós esperamos que as autoridades tenham a sensibilidade de entender a gravidade da situação e tomem medidas no sentido de reverter esse quadro e não de agravá-lo. Infelizmente, nossa categoria tem sido afetada como tantas outras que estão na linha de frente, mesmo tomando as medidas de proteção e até mesmo adotando procedimentos por conta própria, como higienização das unidades prisionais frequentemente. Mas sabemos que o coronavírus é forte e difícil de ser combatido”, afirma Vilma Batista.

A presidente do Sindppen-RN critica a flexibilização nas medidas adotadas pela Seap, como atendimento presencial dos advogados aos presos, ao passo que tal procedimento pode ser feito por teleatendimento. “Esperamos que as autoridades sejam conscientes dos riscos que estão gerando para os policiais penais, para os apenados, familiares, advogados e para toda a sociedade ao permitirem a retomada da consulta presencial neste momento em que a pandemia está chegando ao pico no Brasil”.

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