Mulheres trabalhadoras são as mais vulneráveis na pandemia, avalia juíza

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Juíza do trabalho Fátima Christiane fala que a crise social provocada pela Covid-19 afetou especialmente os grupos considerados vulneráveis, como o das mulheres

Jovens com ingresso recente no mercado de trabalho, trabalhadores idosos com comorbidades e mulheres. Esses são os grupos laborais que mais sofreram com a pandemia do novo coronavírus. É o que explica a juíza do trabalho Fátima Christiane Gomes de Oliveira, que integra o quadro de magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT).

A magistrada conta que a crise social provocada pela Covid-19 afetou especialmente os grupos considerados vulneráveis, com destaque para as mulheres que realizam serviços domésticos, com base em dados, de maio deste ano, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Houve uma perda de postos de trabalho domésticos de 727 mil somente nos três primeiros meses da pandemia aqui no Brasil. Historicamente, sabemos que a maior parte desse trabalho doméstico é desenvolvida por mulheres e elas são chefes de família e estão completamente desamparadas”, analisa a juíza.

Para Fátima Christiane Gomes de Oliveira, que atua na 6ª Vara do Trabalho de Natal, o novo coronavírus impôs a necessidade do isolamento social para a população de diversos países e, no Brasil, questões de desigualdade afloraram e chamaram a atenção em meio à pandemia. Entre elas, segundo a magistrada, está a desigualdade de gênero.

“Também historicamente, as tarefas relacionadas ao lar e aos cuidados dos filhos sempre foram atribuídas às mulheres, mesmo após o ingresso massivo delas no mercado de trabalho. Essa tradição persiste até hoje, principalmente no Brasil, e neste contexto, provoca uma sobrecarga ainda maior nas suas rotinas”, comenta juíza do trabalho Fátima Christiane Gomes de Oliveira.

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