Sara Winter chama Moraes de ‘covarde’ e fala em ‘trocar socos’ com ministro

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Ativista foi alvo de operação da PF autorizada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes irá anunciar PGR

A ativista Sara Winter foi 1 dos alvos de operação da Polícia Federal na manhã desta 4ª feira (27.mai.2020) que investiga o disparo de notícias falsas por aliados do governo Bolsonaro. Em vídeo, Sara afirmou querer “trocar socos” com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que é o relator do inquérito e autorizou as diligências.

Winter ameaçou o ministro em vídeo postado em suas redes sociais nesta 4ª feira (27.mai): “A gente vai infernizar a tua vida. A gente vai descobrir os lugares que o senhor frequenta, a gente vai descobrir quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor, a gente vai descobrir tudo da sua vida”.

Assista (1min18s):

Em outro vídeo, a ativista classificou a operação de “palhaçada” e chamou Moraes de “covarde”, “safado” e “pilantra”. Winter também convocou apoiadores a se juntar a ela em protesto em frente à sede do STF.

O ministro Alexandre de Moraes vai enviar ofício ao procurador-geral da República, Augusto Aras, relatando o conteúdo dos vídeos de Sara Winter para sejam eventualmente tomadas providências a respeito.

A INVESTIGAÇÃO NO STF

A operação desta 4ª (27.mai) é parte de investigações abertas pelo STF que analisam ameaças e difamação contra os ministros da Corte e suas famílias, principalmente nas redes sociais. O inquérito foi aberto em março de 2019 por decisão do presidente do Tribunal, ministro Dias Toffoli.

A investigação é presidida por Alexandre de Moraes. Foi nomeado por Toffoli, sem sorteio, como é norma regimental no caso dos inquéritos comuns.

Na época em que o inquérito foi aberto, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, criticou a medida e pediu o arquivamento do processo. Ela argumentava que o STF não pode acumular as funções de acusador e julgador –a 1ª seria uma função exclusiva do Ministério Público. Moraes negou o pedido.

Nesta 4ª feira, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu a suspensão do inquérito. Ele argumentou que as diligências desta 4ª feira foram conduzidas “sem a participação, supervisão ou anuência prévia do órgão de persecução penal”.

Eis os principais alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta 4ª feira:

  • Luciano Hang – dono da rede de lojas Havan;
  • Edgard Corona – dono das academias Smart Fit;
  • Otavio Fakhoury – investidor de mercado financeiro.
  • Allan dos Santos – blogueiro no site Terça Livre;
  • Bia Kicis – deputada federal (PSL-DF);
  • Carla Zambelli – deputada federal (PSL-SP);
  • Douglas Garcia – deputado estadual (PSL-SP);
  • Roberto Jefferson – ex-deputado federal (PTB-RJ).

Além dos mandados de busca e apreensão, o ministro determinou que 6 deputados federais do PSL prestem depoimento à PF. São eles: Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR), Luiz Philipe Orleans e Bragança (SP) e Cabo Junio Amaral (MG).

Aliados do presidente reagiram à operação desta 4ª com críticas nas redes sociais. O vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente, afirma que o inquérito é “inconstitucional, político e ideológico”. Ele não é 1 dos alvos da operação de desta 4ª.

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